sexta-feira, 12 de julho de 2013

Haddad não garante mais reurbanizar Favela do Moinho via @Reinaldo_Cruz

Problemas de fluxo de caixa podem inviabilizar promessas de Haddad
Em reunião nesta sexta-feira com moradores da Favela do Moinho, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), não assegurou mais que o terreno localizado às margens da linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) no Bom Retiro, na região central da capital paulista, onde ainda moram cerca de 400 famílias, será reurbanizado.

Em 2012, porém, durante a campanha eleitoral, Haddad afirmou que iria "trabalhar muito para regularizar a situação do terreno". Equipes que trabalhavam na produção da publicidade eleitoral gratuita na televisão gravaram cenas do drama das famílias desalojadas pelo incêndio em parte dos barracos em outubro, quando um morador morreu. Desde o dia 4, moradores da ocupação cobram o cumprimento da promessa dele. Eles pedem asfalto, luz elétrica e água encanada. Haddad disse que pediria para a AES Eletropaulo e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) analisarem a viabilidade da demanda.

Mas o prefeito de São Paulo não disse se será possível ou não reurbanizar a área, que pertence ao governo federal, como ele havia dito na campanha. De imediato, Haddad pediu que a Subprefeitura da Sé solicite aos bombeiros a possibilidade de serem montadas rotas de fuga no local, em caso de novas ocorrências de fogo.

Em maio, a Secretaria Municipal de Habitação anunciou aos moradores que uma das possibilidades era construir dois empreendimentos habitacionais no centro para remover as pessoas, uma vez que o governo de São Paulo pretende construir no local onde está a favela a futura Estação Bom Retiro da CPTM.

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